quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Não confio muito em mim mesma não. Aliás, nem gosto muito de gente em quem se pode confiar. Minto, minto. Deixe-me explicar. Não gosto muito de gente que não lê o dicionário. Quer dizer, confiança segundo o dicionário: familiaridade; fé. Isso é legal. Mas as pessoas insistem em falar de confiança, de respeito e de muitos outros termos tão importantes baseando-se apenas no conceito cultural que nos foi apresentado, praticamente imposto eu diria. Desse tipo não gosto. Deus me livre das pessoas de caráter! Até porque quem diz ter caráter nada mais é do que alguém que está dentro das normas que disseram para ela serem legais e eu sei disso porque já fui assim. Quando alguém busca conhecer-se de verdade descobre em si tanta coisa além dessas normas que pode sentir-se até impuro, mas com o tempo isso é trabalhado e descobre-se mais uma coisa: Que não há nada mais impuro do que ser humano. E eu adoro seres humanos. Humanos no sentido bruto, não nesse que nos colocaram aí: Que todo ser humano é ganancioso por natureza, O CARALHO! É só mais um conceito monstruoso que nos colocaram como biológicamente correto, pra poder justificar o que fazem conosco todo dia, essa nossa construção de seres humanos para mitos. Não faço questão de ser um mito e não gosto de gente que faz. E são esses conceitos que eu falei no começo que nos transformam em mitos. Pois eu não sou e não gosto de quem é. Não gosto desse tal caráter, dessas origens que na verdade não vem de dentro, só te colocam na linha que acham correta ser seguida. Eu gosto mesmo é de quem se trai, mas se trai justamente por saber bem quem é e como tal estar sujeito a mudanças em todos os pontos de sua vida. Ninguém é imutável. E quem o é, já está petrificado, não tem mais carne, osso, coração e muito menos cérebro. Ter excesso de necessidade de respeitar, confiar, ser fiel só nos faz intolerantes e nada mais é do que um bem para o nosso ego que nos convence a cada dia dessa pureza, que na verdade, vem de fora pra dentro e não o contrário. Por isso não gosto de quem segue esse tipo de personalidade padronizada, que no fundo nada mais é que um egoísmo bem aceito socialmente. Erre mais, meu amigo.

Um comentário:

Tatiana disse...

Eu gosto tanto dos teus textos. Sempre me identifico. E o maniqueísmo nunca me pareceu boa coisa, isso de querer dividir as pessoas em boazinhas e más, roteiro de novela. Ora, façam-me o favor! Todo mundo carrega muitos dentro de si. É o que me faz gostar de gente.

Em tempo: 'tou no caminho então? Fico aliviada. =)