terça-feira, 30 de setembro de 2008

Revolução

Abriu os olhos e botou-se a notar

Pés, mãos, bocas e barrigas
Sangue, terra, armas e feridas
Rostos cansados de sofrimento
Sonhos deixados ao vento

A culpa é deles, é minha, é sua
Lute por isso, vá para a rua
Tomou coragem para se mexer
De vez fazer aquilo desaparecer

Cumpriu a tarefa complicada
Deixou tudo calado
Televisão deligada
Problema acabado

Fechou os olhos e voltou a cochilar

2 comentários:

Gabriella Mendes disse...

Que doce surpresa descobrir que você também tem esse fardo da poesia aí nas costas. Pesa um mundo, não é?

Vou te favoritar e voltarei para comentar, juro.


Beijos!

Tatiana disse...

Revolucionários preguiçosos. É pra lutar pelo quê mesmo?